segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ESCOLA E MUNDO DO TRABALHO ENTRAM NA PAUTA DOS SECUNDARISTAS


Preparar a juventude para o mercado de trabalho, discutindo qual é o papel da escola nesse processo e de que forma esse caminho pode ser percorrido atualmente foi um dos importantes temas dos grupos de debate (GDs). Acompanhando essa discussão, aconteceu na sexta-feria (2/12), durante o 39º Congresso da UBES, o GD: “A educação e o mundo do trabalho – Pronatec e o novo Ensino Médio”.
No centro das discussões, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que tem o objetivo de facilitar o acesso de jovens às escolas técnicas e aumentar os recursos, previstos pelo Plano Nacional de Educação (PNE), destinados à manutenção e expansão dessa rede no Brasil.
Presente na mesa de debate, o reitor do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Denio Arantes, fez uma detalhada apresentação defendendo a importância de preparar e qualificar os jovens do país para o mercado de trabalho.“Esse programa foi pensado depois de muito debate e de ouvir diversos setores da sociedade. Nossos jovens querem e precisam se preparar devidamente para arrumar um bom trabalho”, arrematou.
A sala de debates ficou com opiniões divididas. Ao mesmo tempo em que estudantes manifestavam opiniões favoráveis ao programa, argumentando que seria uma forma de sustentar o modelo de desenvolvimento do país, outros questionavam a garantia de vagas públicas pelo Sistema S.
De acordo com a proposta do Pronatec, as entidades do Sistema S devem aplicar dois terços de seus recursos advindos do imposto sobre a folha de pagamentos do trabalhador na oferta de cursos gratuitos. Dessa forma, as escolas do Sesi, Senai, Sesc e Senac receberiam alunos das redes estaduais do ensino médio, que complementariam a sua formação com a capacitação técnica e profissional.
NOVO ENSINO MÉDIO
Reforçando a importância de preparar os jovens para o mercado de trabalho, o secretário estadual de Educação do Rio Grande do Sul, José Tadeu de Almeida, foi convidado a participar da mesa para explanar sobre o “Novo Ensino Médio”, experiência que o Rio Grande do Sul colocará em prática no inicio de 2012.
O “Novo Ensino Médio” formatará as grades curriculares nas escolas do estado de uma forma diferente da tradicional, propondo uma instituição de ensino que dialogue com as particularidades regionais, tendo o trabalho como princípio educativo e colocando os jovens como protagonistas de seu ensino.
Segundo o secretário, atualmente, no Rio Grande do Sul, cerca de 40% dos jovens que estão no ensino médio são reprovados ou abandonam o curso. “Essa situação está desastrosa e a reformulação é urgente”, afirmou. Para ele, o maior problema do modelo de ensino atual é que ele não dialoga com a juventude e com as transformações sociais e tecnológicas do momento. “No novo modelo teremos os jovens propondo, na escola, projetos de pesquisa de seu interesse que serão subsidiados pelas disciplinas, e não o inverso”, explicou.
O secretário José Tadeu ainda frisou a importância de programas como o Pronatec, argumentando que nas escolas técnicas os estudantes encontram motivação para o aprendizado e a possibilidade de inserção no mercado de trabalho, o que não aconteceria atualmente no Ensino Médio. “É preciso dar outro significado à aprendizagem do jovem e aproximá-la das vivências do dia a dia”, sintetizou.
SAIBA MAIS SOBRE O PRONATEC
Criado no dia 26 de Outubro de 2011 com a sanção da Lei nº 12.513/2011pela Presidenta Dilma Rousseff, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem como objetivo principal expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a população brasileira. Para tanto, prevê uma série de subprogramas, projetos e ações de assistência técnica e financeira que juntos oferecerão oito milhões de vagas a brasileiros de diferentes perfis nos próximos quatro anos. Os destaques do Pronatec são:
. a criação da Bolsa-Formação;
. a criação do FIES Técnico;
. a consolidação da Rede e-Tec Brasil;
. o fomento às redes estaduais de EPT por intermédio do Brasil Profissionalizado;
. a expansão da Rede Federal de Educação Profissional Tecnológica (EPT).
POR: Camila Hungria

Nenhum comentário: